Segredos para ser feliz – última cena (por agora)

Foi em 2016 que perdoei o imperdoável pela primeira vez.

Em nenhum dos outros 39 anos acreditei ser possível.

A paz que me trouxe tem tanto de estranho quanto de agradável.

Sobre este imperdoável, vejo tudo igual, mas não sinto o mesmo. Nunca perdoei e sempre senti o aperto, o peso. Creio que nunca perdoei porque achava que assim serias tu a sentir esse aperto e esse peso. Hoje não sei o que sentes, mas sei que eu sinto paz – e é tão leve de se sentir. 🙏

 

Ainda nas verdades…

Perdoar a ignorância alheia não será o mais difícil de perdoar. Acredito que a própria seja pior.

Mas, e a estupidez alheia? Como se perdoa? Como se identifica? Como ter a certeza que uma coisa não é a outra?

A ignorância é inversamente proporcional ao conhecimento. Já a estupidez teima em confundir-se com o mesmo. A humildade é uma métrica útil, nenhum ignorante é cheio de si mesmo, mas qualquer estúpido é o melhor da sua rua. O alvo pode ser um aliado: a ignorância é propriedade individual, só afecta o próprio; a estupidez será sempre usada na direcção de outro(s).

Com a ignorância perdoa-se, com a estupidez aprende-se a não querer esses perto de nós. E se essa não for uma hipótese, seja jogar à defesa.

Em ambas que o nosso caminho seja de luz, e se ilumine!☀️