Sou do tempo de Ayrton Senna.

Sou do tempo em que as tardes de domingo começavam, indiscutivelmente, a assistir Fórmula 1.

A picardia entre Senna e Prost alimentava toda a corrida. Sempre torci pelo brasileiro, ferrenha!

Senna nasceu para vencer, e vendo bem, não faria sentido morrer de outra forma.

Era um desportista carismático, perseverante, teimoso, focado, dava tudo o que tinha na pista. A adrenalina vencia-lhe o medo.

Soube correr intensamente, com polêmica e com o seu jeito rebelde. Fez da Fórmula 1 um desporto do povo, onde metade do Mundo vestia verde e amarelo.

Depois da sua morte nunca mais vi Fórmula 1, e as notícias que conheci sobre o desporto fizeram-me crer que tinha voltado para as elites.

Senna foi isso mesmo, o homem que não ficou famoso com a Fórmula 1, mas antes o homem que fez famosa a Fórmula 1. Fez com que fosse seguida, torcida e vivida de forma entusiasta, por milhões de pessoas, como nunca mais o foi. A alma deste desporto ficou no circuito de Ímola, em 1994.

Já Senna vive até hoje, com prémios e mais prémios arrecadados, mesmo depois da sua morte. É considerado o melhor piloto da história da Fórmula 1 de todos os tempos, o desportista do século XX no Brasil. Mais de vinte anos depois da sua morte continua ser um dos maiores ídolos do Brasil e do Mundo.

Dia 21 de Março de 2017. Parabéns pelos teus 57 anos.

Que a via láctea seja a estrada para ti. E que nunca percas a pole-position! 🏁

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