Eduardo Marinho.

Conheci Eduardo Marinho através de uma partilha da Marta Gautier. Tratava-se de uma participação dele no TedX e eu fiquei “de cara” como dizem os nossos irmãos brasileiros – por sinal a nacionalidade deste Eduardo.

Ouvi-lo falar é um misto de poesia, loucura, sonho e liberdade.

Eduardo nasceu numa família da média-alta sociedade brasileira. Cedo se questionou sobre o porquê de ele ter tudo e a maior parte não ter nada.

Nunca se conformou com isso, e nenhuma escolha que a família lhe autorizava o ajudava a encontrar o sentido para a sua vida. Com dezoito anos, depois de uma chantagem familiar, tomou a decisão e optou por não ter nada.

Vive a vida como quer, aprecia cada momento, faz o necessário para ganhar o suficiente, só para ter o básico.

É um homem extremamente culto, informado sobre a actualidade, com os pés na terra. É contra o sistema, é politicamente incorrecto, e o que diz não tem como ser mais correcto. É acutilante, não deixa nada por dizer.

“A sabotagem do ensino, a desinformação, a narcotização pelas mídias e a violência contra os pobres de grana são planejadas, comandadas, executadas e consentidas pelos pobres de espírito.”

Não tendo nada, é um homem rico. Em tempo, em histórias, na coragem, na ousadia, na inteligência, na sensatez e na sua sana loucura.

Este ano Eduardo comemora 57 anos e não tem dúvidas sobre ter sido na rua que encontrou o sentido da sua vida, resumido em duas palavras, é observar e absorver. 👣

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