Cumplicidades.

Hoje é dia de S. Valentim. Em muitos países, especialmente na Europa, é ele o Santo que apadrinha o dia dos namorados.

Na verdade esta data nem é tanto do S. Valentim, nem tão pouco dos namorados, é mais do comércio que cria motivos para nos ir à carteira mais vezes.

Mas ainda assim, tenho a desculpa perfeita para que o tema de hoje seja uma genuína declaração de amor à pessoa com quem casei.

Não somos um casal de grandes festividades neste dia e nem de prendas (ainda que o façamos muitos outros dias sem nenhuma razão aparente a não ser a vontade). Este ano celebramos com um almoço a dois e jantar na presença de muitos (porque os patudos estavam incluídos, claro!).

O tempo passa muito depressa. Este é o décimo segundo dia dos namorados que passamos juntos, no ano em que fazemos oito anos de casados e treze de namoro (o mesmo é dizer treze de vida em conjunto, já que o namoro propriamente dito foram menos de três meses).

Digo muitas vezes que estamos juntos por mérito teu, pela tua teimosia, porque me viste com os olhos da alma e do coração. Ignoraste a minha “muralha” defensiva, o meu mau feitio, tiveste a paciência e a persistência de aceitar que o tempo seria um aliado na tua conquista e em fazer-me abdicar das convicções de uma solteirona que se acreditava inveterada, e ainda por cima, namoradeira.

Soubeste mostrar-me como é bom dormir achicharrada. Soubeste demonstrar-me como sabe bem o sentimento de paz e de porto seguro que se segue à fase das borboletas no estômago. Soubeste provar-me que não ias embora, nem para comprar cigarros. Fazes-me acreditar na lealdade, na amizade, na cumplicidade.

Construimos um lar, adoptamos e amamos uma família sui-generis (a nossa!), temos um bonsas só nosso, partilhamos gostos e vontades, aprendemos juntos a gostar de sushi, viajamos e conhecemos destinos encantadores.

Tu és Primavera ou Outono, calor ou frio, mais moderado, mais tranquilo, sabes que o mundo não acaba amanhã. Eu sou Verão ou Inverno, tenho resposta pronta e uma frontalidade mordaz, estou mais tranquila mas continuo com sede de vida. Um equilibra o outro e complementa-o o melhor que sabe.

Não, não somos perfeitos. Mas na nossa imperfeição temos um cantinho só nosso que me faz desejar estar contigo até ser velhinha. 👫

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