Humor sem pudor.

Ontem dei por mim num espetáculo de humor negro. Eu e o A. fomos convidados pela T. e o M.

Não conhecia o humorista e nunca tinha estado num registo daqueles. Podia ter pesquisado sobre ele mas não quis. Tinha a intenção de me por à prova “sem rede”.

Todos sabemos que rir faz bem, mas rir, especialmente de humor negro, requer sabedoria – mais da vida que dos livros. Não só para perceber a piada (o que dá sempre jeito), mas principalmente para conseguir rir dos nossos medos e do gozo às nossas convicções.

É preciso estarmos muito seguros de quem somos e no que acreditamos para rirmos da nossa verdade. Rir é isso mesmo, é o acto de gargalhar, não é concordância, apoio ou validação.

Adorei o espetáculo, as emoções, o ser capaz de por-me à prova, o saber rir do gozo a temas delicados que defendo, alguns com fervor.

O respeito pelo outro, pela sua maneira de pensar ou de actuar, é cada vez mais escasso, e por isso mesmo, cada vez mais necessário. A minha liberdade acaba quando começa a do outro. E o bom senso deve estar sempre alerta para deixar a inteligência caminhar sem nos aproximarmos de fundamentalismos.

Cordes, out! Be great and come back often to remember us that we all need to climbe mountains. 🇬🇧

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