Steve Jobs.

Conheci o Steve Jobs num curso que fiz em 2008, sobre marketing no retalho. Até então só tinha conhecido a Apple e ele veio como o rosto por trás da marca.

Dele dizem ter sido um ser humano irascível, de humor duvidoso e dado a poucas simpatias.

Da sua história pouco é conhecido, e, para mim, dois marcos definem o principal: é dado para adopção (duas vezes) e, ainda assim, renega a sua primeira filha – Lisa. Talvez isto fosse o suficiente para justificar uma espécie de bipolaridade, sempre em mau.

Mas, para mim, Steve Jobs não foi só o homem, foi muito mais.

Foi aquele que soube ler o desejo, soube ver o futuro e soube colocar o mundo, literalmente, nas palmas das nossas mãos.

Aqueles que, como eu, cresceram sem computadores, sem telemóveis, com televisão ainda a preto e branco, alugaram vídeos em cassetes VHS, trabalharam com disquetes e acharam o walkman a última coca cola no deserto, seguramente percebem o que quero dizer.

Sim, eu sei que não foi ele o criador de tudo, e em bom rigor, diz-se que em produtos nunca criou nada. Mas ele sonhou com tudo!

Quando um rebanho de gente seguia um caminho, ele teve a audácia e a coragem de criar outro. Num mundo a preto e branco, Jobs foi uma paleta de cores com combinações improváveis. Sonhou como quis, fez acontecer e nunca se limitou pelo que era considerado impossível.

Sempre que ouço o texto “Here’s to the crazy ones” sinto um abraço, um porto seguro, um bálsamo, sinto paz. E ouço-o muitas vezes, especialmente quando tenho de tomar decisões importantes.

O discurso em Stanford é, a meu ver, toda uma obra literária, e de tamanho considerável, no campo da auto-ajuda. São 15 minutos de pura terapia para a vida. O dogma, a verdade, a vida, a paixão, as prisões, as amarras, a morte, está lá tudo, sem reticências ou pudores.

Que belo mantra o seu “stay hungry, stay foolish”. Nunca soube dizer-me tão bem. 🎨

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